Nossas Obras sob a Ótica Espírita
Cada pensamento, cada gesto e cada ação constroem silenciosamente o destino do Espírito, hoje e além da vida corporal para colher no futuro.
A Doutrina Espírita nos ensina que a vida terrena é um vasto canteiro de obras, no qual cada Espírito é o arquiteto e o construtor do próprio destino. Nada ocorre ao acaso: cada experiência, cada desafio e cada conquista são consequências diretas das escolhas realizadas ao longo da existência. Assim, a fé adquire sentido real apenas quando se transforma em ação concreta, serviço e renovação íntima.
No plano espiritual, a identidade do Espírito não é definida por títulos, posses ou aparências exteriores, mas pelo conjunto de suas realizações morais. No livro “Nosso Lar”, o Espírito André Luiz compreende que somos reconhecidos, após a desencarnação, pelo bem que espalhamos e pelas obras que edificamos em favor do próximo:
“A vida não é um amontoado de acasos, mas uma construção de esforços. Cada criatura vive no castelo de suas próprias obras.” André Luiz
Esse princípio encontra plena concordância com o ensino evangélico resgatado pela Codificação Espírita. Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Allan Kardec esclarece que a justiça divina se expressa de maneira natural e precisa, concedendo a cada Espírito os frutos correspondentes ao seu esforço e à sua vontade perseverante no bem:
“A cada um será dado segundo as suas obras.”Allan Kardec
A evolução espiritual, portanto, não se sustenta em intenções vagas ou crenças passivas, mas no trabalho contínuo e consciente. O Espírito Emmanuel, na obra “Fonte Viva”, ensina que a fé verdadeira exige movimento, ação e responsabilidade moral:
“Fé sem obras é como uma lâmpada sem energia: não ilumina o caminho. O trabalho no bem é o suor da alma que a limpa das impurezas do passado.”Emmanuel
As obras realizadas ao longo da existência não se limitam ao campo material, pois constituem a única herança real que o Espírito transporta após a morte do corpo físico. Em “Obreiros da Vida Eterna”, aprendemos que a caridade discreta, sincera e perseverante é o fundamento da ascensão espiritual:
“Nossas mãos devem estar ocupadas na sementeira da luz, pois colheremos exatamente os frutos das árvores que plantamos hoje.”André Luiz
O pensamento, a vontade e a ação formam um conjunto inseparável no processo evolutivo. No livro “Pensamento e Vida”, Emmanuel utiliza uma imagem simbólica para demonstrar como cada atitude molda a estrutura íntima do Espírito:
“O homem é o escultor de si mesmo. Cada ação é um golpe de cinzel que define a beleza ou a deformidade da nossa estátua espiritual.”Emmanuel
Frequentemente, o ser humano imagina que apenas grandes feitos constroem a própria redenção. Contudo, o Espiritismo esclarece que a verdadeira obra de luz nasce da fidelidade ao bem nos pequenos atos do cotidiano. Em “Agenda Cristã”, André Luiz ressalta o valor das atitudes simples, repetidas diariamente com amor e consciência:
“Não esperes por grandes ocasiões para servir. A verdadeira obra de luz é feita de pequenos gestos de compreensão e paciência no dia a dia.” André Luiz
Por fim, a Lei de Causa e Efeito reafirma que toda ação retorna inevitavelmente ao seu autor, promovendo aprendizado, reparação ou progresso. Essa verdade é sintetizada de forma clara e direta pelo Espírito Silas:
“O que fazemos aos outros, a nós mesmos o fazemos.”Silas (Espírito)
Dessa forma, percebemos que tudo que fazemos impactam no nosso dia-a-dia e que tanto o bem, quanto o mal que fizermos será de nossa responsabilidade perante a Justiça Divina.