Desdobramento na Infância
Crianças realizam desdobramentos? Em quais circunstâncias isso ocorre?
Não é nenhuma novidade para nós de que as crianças possuem facilidades para o contacto com o Mundo Espiritual, nota-se que desde cedo elas relatam experiências espirituais como por exemplo, os amigos "imaginários", que são Espíritos que estão em forma de criança e vem brincar com os nossos filhos, mas muitos pais ignoram a realidade do Mundo Espiritual e, às vezes, repreendem a criança.
Assim como elas relatam sonhos com seus avós e que os pais na maioria das vezes crê ser uma mera fantasia da cabeça da criança, mas que na verdade foi uma experiência fora do corpo, vivenciada pela criança.
As crianças possuem muita facilidade para sair do corpo pois elas recém-reencarnaram na matéria física e devido a este fato, elas possuem maior facilidade, pois após tomarem um novo corpo, o processo reencarnatório ainda se sucede por mais tempo, e normalmente demora-se até sete anos de idade para que o processo reencarnatório seja completado.
"Meus amigos, o nosso Herculano permanecerá em definitivo junto de Segismundo, na nova experiência, até que ele atinja os sete anos, após o renascimento, ocasião em que o processo reencarnacionista estará consolidado..." - Missionários da Luz, Cap 13 - Reencarnação.
Nesse processo reencarnatório a criança fica mais suscetível para as experiências espirituais pois ainda não está totalmente "desligada" mentalmente do Plano Espiritual e guarda em si as impressões com maior ou menor intensidade do outro lado da vida.
É muito comum que as primeiras experiências fora do corpo aconteçam na infância ou na adolescência, pois o Espírito reencarnado não guarda em si uma viciação e preocupações cotidianas nos adultos, pois ainda não formaram o seu caráter e nem definiram seus pontos de vistas ou suas impressões e/ou malícias da vida adulta.
Para a criança que não possue qualquer conhecimento da Espiritualidade ou da realidade fora do corpo essas experiências podem ser traumáticas, mas isso depende de uma série de fatores, dentre elas cito, o nível evolutivo e de lucidez da criatura encarnada.
Durante o processo de desdobramento a criança fica sem saber o que está acontecendo com ela e é natural que a mesma sinta medo e ao relatar para os pais os mesmos ignoram a experiência ou buscam recursos ou explicações impossíveis na Medicina e/ou Psicologia atual que passa uma terapia ou tratamento com remédios que são ineficázes onde o único real tratamento ou terapia deveria ser administrada através do conhecimento do fenômeno do Desdobramento.
Quando buscado o auxílio espiritual em religiões mais tradicionais que não compreendem o tema, logo julgam ser o "demônio" ou o "satanás" que está perturbando a criança deixando os pais e o seu filho aterrorizados e ainda mais perdidos e recomendam uma série de rituais e orações, pois muitas vezes, mesmo orando muito não conseguem controlar esta facilidade natural que o seu filho tem.
Todo o medo e o desconhecimento sobre qualquer assunto deve ser tratado com o medicamento do Conhecimento, só ele pode curar qualquer dúvida, medo ou ignorância em nós.
Muitas vezes, as nossas crianças relatam para seus pais as experiências com seus avós, com parentes falecidos e estes pais não creem na criança e dizem que o "demônio" se vestiu de parente, de vó ou de vô para enganá-lo, além de outras justificativas absurdas que os pais dão aos seus filhos.
Quando adolescentes eles sentem-se anormais, diferentes e alguns até pensam que estão malucos, e como não encontram referências podem crescer com distúrbios psicológicos e até emocionais e boa parte da culpa são dos pais que mais prejudicam com suas meias verdades viciadas e maliciosas do que ajudam com Conhecimento e Sabedoria real do que está acontecendo.
Atualmente há muito material na internet e nos livros que abordam sobre os temas do Desdobramento, bem como há diversos grupos de pessoas que estudam e relatam suas experiências fora do corpo e quando elas encontram outros que relatam as mesmas coisas que elas: as mesmas sensações, experiências semelhantes, descobrem que não são anormais e nem malucas, mas que passam pelo processo natural do Desdobramento.
Nestes casos, na maioria das vezes, os filhos não conseguem dialógo com os pais devidos suas crenças e verdades limitantes e o filho só encontrar esses grupos para falar sobre o tema, pois seus pais são distantes sobre o assunto ou não aceitam que o filho fale sobre isso com eles.
Nós Espíritas, temos a grande responsabilidade do Conhecimento sobre o Mundo Espiritual e não devemos negligenciar ou ignorar as experiências de nossos filhos, devemos nos unir a eles e estudar juntos sobre o tema para que nós, os pais, conquistemos mais Sabedoria e os nossos filhos mais Esclarecimentos do que está acontecendo ele.
Recomendamos a leitura dos artigos da série: Desdobramento:
https://www.espiritismonapratica.com.br/articles/desdobramento
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Muita paz!