Chamados a Servir
Somos chamados a servir — a servir com Jesus, como soldados da luz, na batalha de vencer nossas próprias trevas
Todos nós somos convocados ao trabalho no Bem, pois, desde a criação, Deus nos fez para prosperarmos. No entanto, muitas vezes o homem escolhe caminhar na direção oposta ao Bem, movido por sua própria vontade.
O Bem está intrínseco em nós, presente em cada célula de nossa alma. O bem é herança do Criador; portanto, somos naturalmente bons, ainda que nem sempre tenhamos consciência disso.
O trabalho é a ferramenta essencial para produzirmos bons frutos, pois é por meio deles que construímos nosso futuro. Somente o serviço realizado com boa vontade e esforço próprio é capaz de gerar resultados duradouros e significativos.
Nenhum ser humano foi excluído do trabalho. Todos somos chamados a ele, especialmente neste tempo de transição planetária, quando as dificuldades se intensificam para os servidores do Cristo. Não devemos nos ocultar nem nos eximir do compromisso de praticar e propagar o Bem.
Somos chamados a servir — a servir com Jesus, como soldados da luz, na batalha de vencer nossas próprias trevas. Através de nosso exemplo de caridade, fé, esperança e confiança em Deus, inspiramos nos outros a força que move as criaturas.
A preguiça, a ociosidade e a depressão não são caminhos concedidos a ninguém. Pelo contrário, é o trabalho que nos ergue e nos faz avançar. É no serviço da bondade e na exemplificação de virtudes que podemos transformar o mundo. Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, nos lembra que os bons são tímidos, enquanto os maus são audaciosos e barulhentos; por isso, estes dominam o mundo, mesmo em menor número.
O mal domina a Terra, mas enquanto permanecermos tímidos e preguiçosos, estaremos presos ao marasmo, vivendo apenas para a rotina e sendo dominados pelas forças das trevas. Essas forças se esforçam para arrastar consigo o maior número possível de almas perturbadas para o outro mundo — Quiron — que, segundo Chico Xavier, é semelhante à Terra, porém primitivo, como em nossa Idade das Cavernas.
A vida nos convoca diariamente. Ao acordarmos, devemos praticar o Bem sempre que possível: ser pacientes com os impacientes, amorosos com os odiosos, sãos com os doentes da alma e pacíficos com os violentos. Devemos executar nossas tarefas com dedicação, boa vontade, alegria e como pacificadores.
Servir também exige empatia, pois, sem ela, não conseguimos nos colocar na condição do outro, compreender suas dores e perceber a importância da oração, da vigilância, da paciência, da fé, da confiança e da perseverança — todos atributos essenciais ao espírita cristão.
Não há demonstração mais clara da prática cristã do que assumir o trabalho com responsabilidade e ética, mantendo hábitos saudáveis e bom caráter, e cultivando vigilância e oração. Jesus não nos exige o impossível; pede apenas que façamos o mínimo que nos seja possível. Se pudermos dar mais, ótimo. Mas todos podemos contribuir, desde que haja vontade, seriedade e sinceridade em nossas ações.
Se estamos reencarnados nesta época, é porque somos os trabalhadores mais aptos a trazer ao mundo uma direção melhor, com esperança e boas expectativas. Não estamos aqui por acaso: Cristo confiou em nós, em nossa capacidade de trabalho e em nosso potencial. Cabe a cada um honrar o compromisso assumido no mundo espiritual antes de reencarnar, tornando-se digno de ser servidor da Luz, levando-a àqueles que se encontram em trevas ou depressão.
O chamado é urgente. Vamos trabalhar! Ainda é possível mudar o rumo do mundo, diminuindo dores e aflições, mas precisamos nos posicionar com compromisso e responsabilidade. Jesus nos espera. Nós somos suas mãos, sua palavra e sua ação no mundo. Até quando permaneceremos inertes?