Espiritismo na Prática

Divulgando o Evangelho de Jesus

O Espiritismo Julga Nossos Erros?

O Espiritismo Julga Nossos Erros?

Autor: Jeferson Souza      Publicação: 07/11/2017 20:14      Views: 700      Comentários: 0 

Como o Espiritismo trata nossos erros e por que a questão de julgar alguém é tão delicada, quanto aquele que comete o erro.

Vemos no Evangelho de Mateus, no capítulo 7, versículos 1 e 2 o seguinte ensinamento:

“Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.”

Ensina-nos Jesus que o julgamento é uma atitude interpretativa, uma vez que não conhecemos as causas reais de uma ação ou atitude equivocada, às vezes, aos nossos olhos o julgamento que fazemos ao outro é o mais correto, porém, não conseguimos penetrar as causas do erro.

Por isso, toda vez que julgamos alguém é a nós que o fazemos, pois o julgamento que realizamos é o que existe de imperfeito em nós, muitas vezes, o que reprovamos no outro é o que nós repudiamos em nossas atitudes, ações ou pensamentos.

Quando cometemos um erro, e somos interpretado de maneira equivocada, buscamos nos defender de uma injusta agressão, no entanto, mesmo que argumentemos para que os fatos se esclareçam, nem sempre o acusador se convence.

Pior é quando há disseminação desta inverdade, nos colocando na boca do povo, por uma má interpretação de alguém que nem sabe por menores, a causa real de termos tomado uma atitude ou ação.

Se conosco não apreciamos este tipo de difamação e julgamento, por que seremos nós os juízes dos outros, sendo que nem somos capazes de ajuizar alguém, devido a nossa escassez de entendimento sobre as leis e justiças divinas.

Todo juízo que dermos, será prejudicial, pois pela nossa imperfeição moral e intelectual, não seremos as criaturas adequadas para realizar a batida do martelo divino, condenando ou absolvendo alguém.

Podemos sim, ajuizar atitudes e atos que vão contra as leis humanas, porém, estas leis nem sempre estão corretas, por causa a nossa imperfeição diante das leis do universo, mas mesmo que o outro seja culpado, cabe ao espírita eximir de qualquer acusação, mesmo justa, pois cabe ao espírita cristão amar o seu próximo.

Pois é sabido, que muitas vezes acusamos sem mesmo saber o que realmente aconteceu e descobrimos que diante da justiça humana ou pelo tempo que aquela pessoa não era culpada, mas que estava na hora errada e que fora incriminado por algum motivo.

Nada no Universo é em vão, nem mesmo quando somos mal interpretado, tudo tem uma lição ou fato do passado a resgatar, mas Jesus nos ensina que não devemos de maneira alguém julgar o outro, só por que cometeu erros.

Se nós já superamos aquele erro, com certeza, não superamos ainda outros que vivem em nós, e devemos compreender que aquele que erra, está se encontrando com os desafios que encontra na vida, para que possa algum dia, extirpar de seu Eu Interior os equívocos do seu Ser.

Sejamos misericordiosos com todos, mesmo com aqueles que cometem atrocidades, oremos e amemos, pois somente assim será possível orar e vigiar a nossas ações e pensamentos, e deixar a Deus, com sua Sabedoria Justa e Suprema, o cargo de analisar os erros e os acertos de seus filhos.

Procuremos acertar, mas que não façamos o escândalo, se cairmos em escândalo, que tenhamos paciência, misericórdia e indulgencia com as imperfeições alheias, que tenhamos coragem de ser para com o outro, aquilo que gostaríamos que nos fizessem.

“Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas. Mateus 7:12”

E nos instrui Jesus:

“Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. João 13:34”

“Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; Mateus 5:44”

E para finalizar este artigo, que façamos como Divino Mestre, fez diante de seus algozes:

“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Lucas 23:34”

Muita paz!

Jeferson Souza

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