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O Bem e o mal

O Bem e o mal

Autor: Jeferson Souza      Publicação: 18/11/2016 17:18      Views: 1308      Comentários: 0 

Como você entende o significado de bem e de mal? Neste artigo iremos abordar as questões sobre o bem e o mal conforme explicado por Allan Kardec na obra a Gênese.

No início do capítulo III - O bem e o mal, da obra "A Gênese", Allan Kardec faz uma explanação muito importante, no qual devemos sempre meditar, segue abaixo o trecho, do item 1 deste capítulo.

"Sendo Deus o princípio de todas as coisas e sendo todo sabedoria, todo bondade, todo justiça, tudo o que dele procede há de participar dos seus atributos, porquanto o que é infinitamente sábio, justo e bom nada pode produzir que seja ininteligente, mau e injusto. O mal que observamos não pode ter nele a sua origem."

De forma racional e inteligente podemos compreender que Deus é todo bondade, todo justiça e todo sabedoria, de fato Ele o é, sendo dessa forma, o Criador é a Inteligência suprema de todas as coisas, e não pode alguém com tamanha sabedoria ter criado o mal.

Nos ensina Chico Xavier que "o mal é a ausência do bem", esse complemento no qual podemos elucidar o trecho abaixo retirado da obra "A Gênese", item 2 do capítulo III - O bem e o mal.

"Se o mal estivesse nas atribuições de um ser especial, quer se lhe chame Arimane, quer Satanás, ou ele seria igual a Deus, e, por conseguinte, tão poderoso quanto este, e de toda a eternidade como Ele, ou lhe seria inferior."

Através desses dois trechos da quinta obra básica e do ensinamento de Chico Xavier, não há motivos que possam ser construídos para explicar a atribuição de um ser do mal, tão poderoso quanto Deus, pois embora, a ignorância queira afirmar que Deus é superior a Satanás, não conseguem explicar de forma racional como pode Deus ter criado o mal.

Pois nos convém pensar uma coisa, como pode ser Deus ingênuo ou desconhecedor de todas as coisas, por não saber que o Lúcifer iria pregar a revolta e se voltaria contra o Bem e a inteligência?

Imaginemos nós, seres humanos, no estágio evolutivo em que nos encontramos, onde atribuímos a Einstein como um Gênio da ciência, pois sabemos de seu importante papel no progresso da humanidade através da ciência. Então pergunto para você meu amigo(a) e caro(a) leitor(a).

Com toda a inteligência de Einstein, pode ele de forma natural deixa de ser inteligente para ser um ignorante de uma hora para outra?

Acredito que a sua resposta seja "Não", porque pelo processo natural da vida, ninguém diz para si mesmo, que deixará a sua inteligência de lado para ser alguém sem sabedoria, se não existe em nós essa possibilidade, como pode Deus ter tido um momento de ignorância para ter feito um Ser puro, que daria errado?

Por mais que Einstein quisesse se fazer ignorante, ele não conseguiria ser, pois quando conquistamos os atributos espirituais, não podemos deles se desfazer.

Portanto, o mal não vem de Deus, mas vem da nossa própria ignorância, na verdade, o mal é apenas a ausência de experiências no Bem, pois é necessário que o Espírito progrida, e é natural que iniciemos na escuridão para depois conhecer a luz, nunca ao contrário, pois o Espírito não retrocede na evolução, pode apenas pelo seu desejo e vontade fazer o mal, por um tempo, mas o Bem não o deixou, e quanto mais ele conhecer o Bem, menos mal ele fará.

Na minha opinião, o mal é apenas um ponto de vista, assim como o bem, pois o que é bom para mim, pode não ser para o outro, assim também para o mau, acredito que seja relativo. Creio que na medida em que vamos nos aperfeiçoando como Espíritos vamos nos aproximando da luz e deixando as trevas para trás.

Nesta caminhada evolutiva, iremos perceber por que existem as trevas e quais são as suas funções e porque a sua a existência é fundamental, assim como a destruição é um bem necessário, mesmo que para nós, no plano físico da matéria universal, cause dor, aflição e tristeza.

Precisamos compreender que Deus possui a inteligência suprema, não há motivos para duvidar de Deus, nem mesmo no momento de dificuldades. Deus criou os Espíritos para que possam experimentarem e progredirem através de suas escolhas e esforços, não haveria justiça em Deus se tivesse criado Espíritos desde o princípio puros, enquanto nós simples e ignorantes.

Não é lógico imaginarmos que Deus tenha tendências de atribuir privilégios há uns e destitui-los de outros, nem atribuir a inteligência para um Ser Puro e do nada ele querer ser um retardado intelectual e moral para retroceder na ignorância.

Você como pai ou como mãe, tem preferência por um filho? Você não preocuparia tanto com o seu filho que está no bom caminho, para unir esforços em resgatar o seu filho que está no mal caminho, ajudando-a e lutando com todas as suas forças para que ele encontrasse a luz?

Assim é Deus, ele não privilegia, Ele nos educa da mesma maneira, nos dá as mesmas oportunidades, nos ajuda sempre, mas se preocupa mais com seus filhos que estão em trevas.

Agora faço outra pergunta para você, imaginemos que você hoje seja um gerente executivo de uma empresa multinacional, com certeza, você está neste cargo porque possui atributos e características suficientes para exercer a função.

Você, como gerente executivo, precisasse sair do caro para assumir outro mais alto, e estivesse buscando para lhe substituir:

Você daria o seu cargo para uma pessoa que não tem preparo para lhe substituir?  Você iria querer alguém com experiência ou alguém que começou a faculdade hoje?

Então, meus irmãos e irmãs, vocês que possuem preparo e conhecimento da sua função, certo que não delegariam o cargo para um ignorante, e nem deixariam de entrar em contato com as empresas anteriores em que ele trabalhou para conhecer como é o candidato e ter referência sobre o mesmo, pois vocês fazem isso porque sabem como funciona o processo lógico e racional da empresa.

Como pode Deus, por ser infinitamente mais sábio que nós, conhecer todos os processos de criação, ter criado o Lúcifer para o mal? Tudo bem, talvez nós erramos na escolha do candidato, por que nós temos não tomamos os cuidados corretos, mas delegar essa explicação à Deus que é perfeito e que tem Inteligência para criar todas as coisas e continuar criando, não é possível e nem compatível, o entendimento que tenhamos um Criador que oras é inteligente e oras é ingênuo.

Por fim, se nós seres humanos somos criações em evolução, não querer assumir que o mal existe em nós, pois é mais convenientes atribuir os nossos erros a terceiros. Deus sabe do mal que nós fazemos e deixa que o façamos, pois existem leis educadoras que nos reaproximam do caminho e por que somos ignorantes no saber supremo.

A Gênese - Capítulo III - item 2.

" Sendo Deus o princípio de todas as coisas e sendo todo sabedoria, todo bondade, todo justiça, tudo o que dele procede há de participar dos seus atributos, porquanto o que é infinitamente sábio, justo e bom nada pode produzir que seja ininteligente, mau e injusto. O mal que observamos não pode ter nele a sua origem.

Se o mal estivesse nas atribuições de um ser especial, quer se lhe chame Arimane, quer Satanás, ou ele seria igual a Deus, e, por conseguinte, tão poderoso quanto este, e de toda a eternidade como Ele, ou lhe seria inferior.

No primeiro caso, haveria duas potências rivais, incessantemente em luta, procurando cada uma desfazer o que fizesse a outra, contrariando-se mutuamente, hipótese esta inconciliável com a unidade de vistas que se revela na estrutura do universo.

No segundo caso, sendo inferior a Deus, aquele ser lhe estaria subordinado. Não podendo existir de toda a eternidade como Deus, sem ser igual a este, teria tido um começo. Se fora criado, só o poderia ter sido por Deus, que, então, houvera criado o Espírito do mal, o que implicaria negação da bondade infinita. (Veja-se: O céu e o inferno, cap. IX: Os demônios.)"

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