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Mediunidade - Psicografia

Mediunidade - Psicografia

Autor: Jeferson Souza      Publicação: 08/05/2019 15:57      Views: 66      Comentários: 0 

O que é psicografia e quais são os tipos de mensagens que podem serem transmitidas através desta manifestação?

Nos primórdios do Espiritismo, quando ainda Allan Kardec se lançava diante dos questionamentos realizados para os Espíritos que lhe respondia, Kardec utilizou-se de uma equipe de médiuns que considerava respeitáveis de boa índole moral e ética para serem os instrumentos dos Espíritos comunicantes.

Neste momento, com a orientação dos Espíritos comunicantes, Kardec e sua equipe desenvolveram o método de escrita mais eficiente do que aguardar o número de pancadas para formar uma letra.

Imaginemos, por um instante, um livro sendo redigido através de batidas da mesa, o quanto esse processo seria demorado e não adequado. Por causa disto, é que como já comentamos, que os Espíritos recomendaram o uso de cestas e de pranchetas com uma ponteira que acompanhava um lápis, desta forma, a transmissão da mensagem dos Espíritos tornou-se mais rápido.

Com o tempo a psicografia passou a ser desenvolvida com uma escrita direta, utilizando-se de médiuns onde os Espíritos se aproximariam e tanto o médium quanto o próprio comunicante criam um elo de identificação vibratória, para que ambos pudessem criar uma ligação apropriada para que o Espírito pudesse imprimir suas ideias nos mecanismos da psicografia através do médium.

OBS. Caso queiram se aprofundar no estudo de psicografia indireta, que foi o antecessor da escrita direta, indico que estudem a obra "O Livro dos Médiuns", no capítulo 13 - Psicografia - Psicografia indireta: cestas e pranchetas (itens, 152 a 156).

No item 157 da mesma obra temos o seguinte trecho que simplifica o mecanismo da psicografia como a conhecemos:

" Espírito comunicante age sobre o médium; este, assim influenciado, move maquinalmente o braço e a mão para escrever, não tendo (pelo menos no comum dos casos)..."

O capítulo 13 do "O Livro dos Médiuns" é fundamental para que conheçamos a psicografia mais primitiva, ou seja, o ponto inicial do Espiritismo e de como as mensagens eram respondidas pelos Espíritos comunicantes.

A partir de de agora iremos nos basear no estudo do capítulo 15 - Médiuns Escreventes ou Psicógrafos da Obra "O Livro dos Médiuns".

A psicografia é uma só, não existem diversos psicografias dentro da abordagem espírita, no entanto, como os médiuns são pessoas comuns, procurando a perfeição como qualquer encarnado, cada médium tem suas características particulares, orgânica, moral, ético e físico.

Cada médium possui características fisiologicas adequadas e proporcionais para exercício da mediunidade de psicografia, desta maneira, poderemos tratar o tema psicografia de diversas formas de exercê-la conforme as disposições orgânicas do médium que proporcionará o tipo de comunicação adequada, conforme nos ilustra o capítulo 15 de "O Livro dos Médiuns":

MÉDIUNS MECÂNICOS

"...O mesmo acontece com o lápis na mão do médium. Muitas vezes é lançado longe, com força, ou a própria mão, como a cesta, agita-se convulsivamente e bate na mesa de maneira cólerica. E isso quando o médium se encontra na maior tranqüilidade e se espanta de não poder controlar-se. Digamos, de passagem, que esses efeitos sempre denotam a presença de Espíritos imperfeitos. Os Espíritos realmente superiores são sempre calmos, cheios de dignidade e benevolência.

O Espírito pode, pois, exprimir diretamente o seu pensamento, seja pelo movimento de um objeto a que a mão do médium serve apenas de apoio, seja pela sua ação sobre a própria mão do médium.

Quando o Espírito age diretamente sobre a mão, dá-lhe uma impulsão completamente independente da vontade do médium. Ela avança sem interrupção e contra a vontade do médium, enquanto o Espírito tiver alguma coisa a dizer, e pára quando ele o disser.

Quando o Espírito age diretamente sobre a mão, dá-lhe uma impulsão completamente independente da vontade do médium. Ela avança sem interrupção e contra a vontade do médium, enquanto o Espírito tiver alguma coisa a dizer, e pára quando ele o disser.

O que caracteriza o fenômeno, nesta circunstância, é que o médium não tem a menor consciência do que escreve. A inconsciência absoluta, nesse caso, caracteriza os que chamamos de médiuns passivos ou mecânicos. Esta faculdade é tanto mais valiosa quanto não pode deixar a menor dúvida sobre a independência do pensamento daquele que escreve".

MÉDIUNS INTUITIVOS:

"A comunicação do pensamento do espírito pode dar-se também por meio do Espírito do médium, ou melhor, da sua alma, desde que designamos por essa palavra o Espírito quando encarnado. O Espírito comunicante, nesse caso, não age sobre a mão para fazê-la escrever, não a toma nem a guia, agindo sobre a Alma com a qual se identifica. É então a Alma do médium que, sob essa impulsão, dirige a mão e esta o lápis.

Notemos aqui um fato importante que se deve conhecer. O Espírito comunicante não substitui a Alma do médium, porque não poderia deslocá-la do corpo: domina-a, sem que isso dependa da vontade dela, e lhe imprime a sua vontade própria. Assim, o papel da Alma não é absolutamente passivo. É ela que recebe o pensamento do Espírito e o transmite. Nessa situação, o médium tem consciência do que escreve, embora não se trate do seu próprio pensamento. É o que se chama médium intuitivo.

Sendo dessa maneira, dir-se-ia, nada prova que seja outro Espírito e não o do médium que escreve. A distinção, de fato, é às vezes bastante difícil de se fazer, mas pode ser que isso pouco importe. Pode-se, entretanto, conhecer o pensamento sugerido pela razão de não ser jamais preconcebido, surgindo na proporção em que escreve, e muitas vezes ser mesmo contrário à idéia que se formara a respeito do assunto. Pode, ainda, estar além dos conhecimentos e da capacidade do médium.

O papel do médium mecânico é o de uma máquina; o médium intuitivo age como um intérprete. Para transmitir o pensamento ele precisa compreendê-lo, de certa maneira assimilá-lo, a fim de traduzi-lo fielmente. Esse pensamento, portanto, não é dele: nada mais faz do que passar através do seu cérebro. É exatamente esse o papel do médium intuitivo."

MÉDIUNS SEMI-MECÂNICOS:

"No médium puramente mecânico o movimento da mão é independente da vontade. No médium intuitivo, o movimento é voluntário e facultativo. O médium semimecânico participa das duas condições. Sente a mão impulsionada, sem que seja pela vontade, mas ao mesmo tempo tem consciência do que escreve, à medida que as palavras se formam. No primeiro, o pensamento aparece após a escrita; no segundo, antes da escrita; no terceiro, ao mesmo tempo. Estes últimos médiuns são os mais numerosos."

MÉDIUNS INSPIRADOS OU INVOLUNTÁRIOS:

"Todos os que recebem, no seu estado normal ou de êxtase, comunicações mentais estranhas às suas idéias, sem serem, como estas, preconcebidas, podem ser considerados médiuns inspirados...

Recebemos a inspiração dos Espíritos que nos influenciam para o bem ou para o mal...Nesse sentido pode-se dizer que todos são médiuns, pois não há quem não tenha os seus Espíritos protetores e familiares que tudo fazem para transmitir bons pensamentos aos seus protegidos...

Que se invoque o Espírito protetor com fervor e confiança, nos casos de necessidade, e mais assiduamente se admirará das idéias que surgirão como por encanto, seja para auxiliar numa decisão ou em alguma coisa a fazer. Se nenhuma idéia surgir imediatamente, é que se deve esperar. A prova de que se trata de idéia sugerida está precisamente em que ela, se fosse da pessoa, estaria sempre ao seu dispor, não havendo razão para que não se manifestasse à vontade...

Nesta categoria podem ainda ser incluídas as pessoas que, não sendo dotadas de inteligência excepcional, e sem sair do seu estado normal, tem relâmpagos de lucidez intelectual que lhes dão surpreendente facilidade de concepção e de elocução e, em certos casos, o pressentimento do futuro. Nesses momentos, justamente considerados de inspiração, as idéias abundam, seguem-se, encadeiam-se como que por si mesmas, num impulso involuntário e quase febril. Parece que uma inteligência superior vem ajudar-nos e que o nosso Espírito se livra de um fardo..."

MÉDIUNS DE PRESSENTIMENTOS:

"O pressentimento é uma vaga intuição de acontecimentos futuros. Certas pessoas têm essa faculdade mais ou menos desenvolvida. Pode-se tratar de uma espécie de dupla vista que lhes permite ver as conseqüências do presente e o encadeamento natural dos acontecimentos. Mas muitas vezes também é o resultado das comunicações ocultas, e é sobretudo nesse caso que se pode chamar de médiuns de pressentimentos as pessoas assim dotadas, que constituem variedades dos médiuns inspirados."

Desta forma, entenderemos que esses tipos de médiuns não são exclusivos somente para a mediunidade de psicografia, mas também de outras formas de mediunidade.

Esperamos que com esse artigo superficial que aqui apresentamos a todos, possam estimulá-los o estudo do capítulo 13 e 15 da obra básica "O Livro dos Médiuns".

Muita paz!

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