Espiritismo na Prática

Divulgando o Evangelho de Jesus

A Caridade Com Jesus

A Caridade Com Jesus

Autor: Jeferson Souza      Publicação: 08/07/2016 02:03      Views: 4732      Comentários: 0 

Como praticar a caridade com Jesus? Podemos dar esmolas aos pedintes? Quais as consequências quando somos indiferentes?

A caridade com Jesus é muito diferente daquela que estamos acostumados a praticar, pois, quase sempre ofertamos o que achamos mais importante: o material, esquecendo-nos de também oferecer o alimento espiritual.

Dar dinheiro ao pedinte ou comprar-lhe o alimento fará com que a sua fome diminua, e isso é muito importante para que possa continuar jornadeando a atual encarnação.

O alimento para o corpo é tão importante quanto o alimento para o Espírito, pois alimentando a carne, estaremos com mais energias e forças para dar continuidade na nossa missão espiritual aqui na Terra, conquistando o nosso crescimento moral e espiritual.

Fazer a caridade material é mais fácil do que buscar ajudar ao próximo, dando-lhe a atenção que necessita, o conforto amigo através das palavras e/ou o abraço de um irmão que se importa com eles.

Muitas pessoas, espíritas ou não, ao avistarem um pedinte, logo dão-lhe uma moeda ou uma nota, mas por estarem com pressa, não lhe fixam um olhar amigo ou não esboçam um sorriso, só sentem pena e dó.

Logo, entendemos que dar o pão que alimenta o corpo, não consiste apenas em dar dinheiro, mas também fazer com que o seu semelhante menos afortunado possa sentir-se amado e esperançoso.

Há quem diga que não dá uma só moeda, pois, esta importância será mal utilizada. Penso, que se dermos com amor e com o desejo real de que essa doação seja bem empregada para amenizar as dificuldades, essa intenção é o que importa para o nosso Espírito, e, o que o pedinte irá fazer com a doação é de menor importância.

Talvez, muitos dirão: "- O meu tempo é curto e não consigo parar um só instante para falar com mendigos...". É compreensível que busquemos o nosso alimento do dia-a-dia, no entanto, isso não nos exime de orar em favor daquele irmão ao qual não pudemos dar atenção naquele momento.

Enfim, a caridade pode ser material ou espiritual, e para não sermos omissos, e nada fazermos pelo próximo, se não pudermos contribuir com o material, que contribuamos com a parte espiritual.

Em Atos dos Apóstolos, no capítulo 3, versículos 1 a 10, onde Simão Pedro cura um coxo de nascença, dizendo-lhe: "Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.", com esta passagem podemos dizer que talvez não possam curar as dores do pedinte ou do necessitado, mas que podemos levar a ele aquilo que temos de melhor dentro de nós mesmos.

E que não nos esqueçamos de que, às vezes, é necessário perdermos alguns minutos para que ganhemos muito. Abaixo uma lição de vida que Chico Xavier nos deixou:

"Chico Xavier encontrava-se, na estação, à espera da locomotiva, já em atraso. Ansiosa, a meiga alma fitava o relógio. Não queria perder o compromisso. Eis que a máquina encarrilhada veio, ao longe, dando o ar de sua graça; e ele, antes afoito, respirou aliviado. O embarque era certo. Quem se atrasou foi a lotação. O passageiro, pontualíssimo, não tinha nada com isso. A reunião corria riscos de ser perdida diziam os ponteiros do tempo, contudo o trem... Jamais!

  Será?

  Com o pé ‘quase’ dentro do vagão, o médium inesquecível ouviu o chamado de uma criança: - Chico! Chico! Chico!...

  Quanta dúvida! Atenderia o pequenino ou subiria na máquina a vapor, a apressada da vez?

   O coração delicado do notável mineiro não resistiu. O jogo de paciência para seguir viagem foi ignorado. O apelo do menino de 5 anos falou alto na harpa dos sentimentos de quem sabia recitar, com gestos, o verbo amar, muito mais do que, apenas, conjugá-lo de maneira automática.  Ocorreu, então, o abraço. A criaturinha chorou, dizendo que o amava. Deu beijos. Pediu autógrafo. A mãe, enternecida, agradeceu. Contou também de sua admiração e, após breve diálogo, seguiu o seu rumo com o filho ao lado.

  Passada a cena, vivida em plenitude, Emmanuel surgiu.

  – Como vai, Chico?

  – Perdi o trem, respondeu o inquerido, sorrindo.

  O venerável mentor assim falou:

- Perdeu o trem, é verdade, mas ganhou saúde para a próxima década. Se você prestasse atenção, veria a irradiação luminosa com que aquele menino lhe envolveu. Do coração dele saiu uma dose de amor tão vasta que as células do seu corpo físico e o tecido sutil do seu perispírito se beneficiaram imediatamente."

Precisamos meditar nesta linda e inspirada lição de vida. Como dissemos anteriormente, é necessário alimentar o Espírito, assim como o corpo. Que possamos entender que se estamos na direção do pedinte ou do necessitado, não é por acaso que Espíritos protetores deles nos solicitem o auxílio, portanto, não nos demoremos em ajudar.

Precisamos nos colocar no lugar do necessitado e atendê-lo como gostaríamos que fossemos atendidos se nós fossemos o necessitado.

Muita paz!

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